Mais de um século a criar memórias!
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Os Primeiros Passos
Fundada em 11 de setembro de 1898, sob a designação de «Filarmónica Flor da Liberdade Junqueirense», a associação foi constituída por escritura pública outorgada na residência do Sr. Manuel Tavares Lages, em Junqueira de Baixo, pelo então tabelião Manuel Neves de Pinho, do Cartório Notarial de Macieira de Cambra. Sabe-se que a escritura teve um custo de 4.425 reis.
Num ritmo acelerado e após a constituição da primeira direção, procedeu-se de imediato à elaboração de um regulamento interno. Ficaram, assim, reunidas as condições necessárias para que, em novembro do mesmo ano, se atingisse a normalidade desejada nas aulas já iniciadas, começando então a ser balbuciadas as primeiras frases na linguagem musical. O primeiro professor foi o Sr. Joaquim Coutinho de Oliveira, que se presume ser natural de Rego da Bouça, no concelho de Sever do Vouga. Sucedeu-lhe o Sr. Domingos da Russa, de Macieira de Cambra. Sabe-se ainda que, durante o mês de novembro, foram ministrados 24 dias de aulas, tendo este ensino representado um encargo de 7.200 reis. |
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Foi criada e instalada a sua primeira sede no lugar da Calvela, nesta freguesia de Junqueira, de onde era natural o Reverendo Padre Domingos Tavares, que cedeu as suas instalações e assegurou a iluminação necessária durante esse período. Assim se iniciou a atividade da filarmónica, com cerca de dezoito elementos, sabendo-se que a sua primeira atuação pública teve lugar na Páscoa de 1899.
Com o decorrer dos anos, a filarmónica foi progredindo lentamente, atravessando períodos de profunda crise. Tal deveu-se, em parte, ao baixo nível de vida dos seus elementos, constituídos quase exclusivamente por camponeses.
Em 1922, a sede da Banda foi transferida da Calvela para Junqueira de Baixo, onde permaneceu até 1942. Em 1935, a direção decidiu alterar a sua designação para «Banda Musical Flor da Mocidade Junqueirense», nome que conserva até aos dias de hoje. Esta denominação foi oficialmente reconhecida através de escritura pública outorgada no Cartório de Vale de Cambra, em 28 de julho de 1989.
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Em 1949, a Banda construiu a sua própria sede em Junqueira de Cima. Embora representasse um importante passo para a sua consolidação, as reduzidas dimensões e as limitações das instalações tornaram-se cada vez mais evidentes com o passar dos anos. Perante esta realidade, foi iniciada a construção de uma nova sede, inaugurada pelo Exmo. Senhor Governador Civil de Aveiro em 18 de junho de 1995. A Banda foi reconhecida como pessoa coletiva de utilidade pública nos termos do Decreto-Lei n.º 460/77, de 7 de novembro, conforme consta do despacho publicado no Diário da República, II Série, n.º 13, de 16 de janeiro de 1992. Em 1998, a Banda Musical celebrou o seu 1.º Centenário, uma data marcante para qualquer coletividade. Por esse motivo, a Banda Musical Junqueirense empenhou-se na organização de um conjunto de iniciativas que permitissem assinalar dignamente esta efeméride e perpetuar a sua memória junto do povo junqueirense. Esta celebração constituiu também uma homenagem a todos aqueles que, ao longo das gerações, se dedicaram à causa da música e souberam manter viva a chama acesa pelos fundadores da instituição, preservando os valores e os ideais que estiveram na origem da sua criação e assegurando a continuidade de um património cultural que perdura até aos nossos dias. |
Banda Junqueirense - o maior pilar da vida cultural de Junqueira
Com mais de 120 anos de existência, marcados por períodos de prosperidade e por momentos de maior dificuldade, a Banda Musical Junqueirense foi, e continua a ser, um dos mais importantes pilares da vida cultural de Junqueira. Ao longo da sua história, tem levado bem longe o nome da sua terra, conquistando a admiração, a simpatia e o carinho das populações das inúmeras localidades por onde tem passado.
Desde a sua primeira e humilde atuação pública, na Páscoa de 1899, até participações de grande relevância, a Banda tem construído um percurso de mérito e dedicação. Entre os momentos mais marcantes da sua história destaca-se a digressão aos Estados Unidos da América, realizada entre os dias 12 e 22 de junho de 1993, durante a qual participou nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, em Newark.
Mais do que uma associação musical, a Banda Musical Junqueirense representa um símbolo de identidade, tradição e união para a comunidade, honrando o legado dos seus fundadores e contribuindo, geração após geração, para o enriquecimento cultural da freguesia e da região.
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Em 2001, a Banda decidiu dar mais um passo em frente, gravando em CD o trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Nesse ano foram editados dois álbuns: o primeiro, «Sons e Melodias», em maio de 2001, e o segundo, «Czardas», em outubro do mesmo ano. O ano de 2003 ficou marcado pelas comemorações do 105.º aniversário da Banda e pelo lançamento do terceiro CD, «Olá Junqueira», que inclui algumas obras exclusivas e peças alusivas à Banda e à freguesia de Junqueira. Desde então, a Banda tem continuado a afirmar-se além-fronteiras. Em julho de 2004, realizou um concerto na Galiza, a convite do Ministério da Cultura e da Junta da Galiza (Espanha). Mais tarde, em 2013, atuou no Rossio, em Lisboa, no VI Festival de Bandas de Lisboa (COM’PAÇO), e ainda nesse mesmo ano apresentou-se na Casa da Música, no Porto, no Encontro de Bandas Filarmónicas, naquele que é considerado um dos mais prestigiados palcos nacionais. |
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Em agosto de 2015, surgiu o mais recente trabalho discográfico, «Mocidade Junqueirense – Vol. 4».
Em 2018, a Banda celebrou o seu 120.º aniversário, assinalado com a realização do V Encontro de Bandas Filarmónicas em Junqueira, entre outras atividades de carácter cultural alusivas à data festiva, nomeadamente um festival de folclore, um festival de rock e um convívio desportivo.
Ao longo dos seus anos de existência, muitos foram os maestros que assumiram a direção artística da Banda Musical Junqueirense. Entre eles destacam-se o Sr. Manuel Marques, o Sr. Fernando Batista, o Sr. Manuel Joaquim Almeida, o Prof. Paulo Almeida e o atual maestro, Prof. Patrick Monteiro.
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Desta escola têm também saído inúmeros músicos de grande valor humano e artístico, entre os quais se destacam o Prof. Patrick Monteiro, atual responsável pela Escola, e o Prof. Tiago Tavares, responsável pela Orquestra Juvenil. |
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Atualmente, a Escola é composta por cerca de 50 alunos. A Orquestra Juvenil funciona como uma verdadeira “incubadora” de futuros elementos da Banda, permitindo aos alunos a sua primeira experiência de prática musical em grupo, o que facilita posteriormente a sua integração na Banda Musical. |
Banda Junqueirense - Atualidade
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A direção artística encontra-se a cargo do Maestro Prof. Patrick Monteiro, contando com o apoio do Maestro Adjunto Tiago Tavares
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A Banda continua a evoluir, com um futuro muito promissor, fiel às suas raízes e aberta à renovação. Fruto do empenho de várias gerações, mantém-se viva e dinâmica, sustentada pelo talento, dedicação e paixão de todos os que dela fazem parte. Mais do que uma coletividade, é uma verdadeira família unida pela música, que continua a levar o nome da sua freguesia, do seu concelho e de Portugal, de norte a sul e além-fronteiras, com orgulho e excelência. |





